Tchurutchu…

•12/16/2009 • Deixe um comentário

Capital Inicial – O Mundo
Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido prá você
Chega a hora então
De provar tudo que existe
Tire agora os sapatos
Jogue tudo pro alto
Sinta o chão
Aprender a andar descalço
Num mundo de asfalto
E sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor…

Obrigado por passar
Mas estou de saída
Tem alguma coisa nova prá fazer
Vamos lá então
Ter um dia diferente
Eu só quero curtir
Ficar à toa, viver numa bôa
E você quer respostas
Exige provas e músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor…

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Para o que é que vão falar
Não faço nada…

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou
Tão importante prá você
Já que é bem melhor
Ser importante prá si mesmo
Eu não quero mudar
Ser mais discreto
Ser mais esperto
Já cansei de propostas
Dar respostas
E ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor….

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada…

Amem

•12/14/2009 • Deixe um comentário

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade…
[ nada muda ]
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade
no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vendeu-os por açúcar
Prendas de quermesse
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso e quando o faço, nem noto
O farol fecha…
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde… próximo… seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu
O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi… calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe que coisas são essas
- Fernando Anitelli

All good things must come to an end

•12/06/2009 • Deixe um comentário

Com tudo que aconteceu nos últimos meses, a única coisa certa é: o importante foi ter chegado até aqui.
Eu entrei em depressão, quis ir embora do país, tranquei a faculdade, me afastei de pessoas, gastei dinheiro que não tinha, briguei em casa, fumei*, bebi, chorei mais do que a vida inteira e agora, nos últimos dias desse trágico 2009, eu ainda estou aqui, ainda estou tentando, ainda acredito nas pessoas, ainda sou viciada em pijamas e caixinhas/ necessaires.
Muita coisa chata aconteceu, é verdade, mas muita coisa chata pode ser extremamente importante. Foi extremamente importante.
Neste ano tão esquisito, de tantos baixos, também tive altos.
O ano de dois mil e nove registrou o meu primeiro “eu te amo”, olhando nos olhos, de peito aberto, puro e sincero “eu te amo”.
Me afastou de pessoas pra aproximar outras. Fez velhos amigos novos melhores amigos, fez da internet uma ferramente facilitadora, ao invés de vício anti-social.
Eu sofri muito, como eu nunca achei que pudesse sofrer, e enxerguei vida dentro de mim! Vi dentro de mim uma pessoa de verdade, um ser humano, não uma rainha de gelo. Eu chorei tanto… eu aprendi a chorar, e aprendi que é tão gostoso chorar e se sentir aliviado depois.
Eu andei na chuva, sentei no parque ao lado de uma tartaruga, li livros, perdi livros na faculdade, dei livros, comprei livros, cds, dvds, descobri que ainda gosto de Provocações, de ler a bíblia, de bonecas e de escrever cartas.
Aprendi o idioma que a minha mãe fala, e agora posso dizer que ela é uma mãe amiga, descobri que meu irmão gosta de mim só quando eu preciso que ele goste, e que as pessoas falam de mais de coisas que não lhes dizem respeito, simplesmente porque são medíocres.
Tanto coisas boas, quanto ruins, quanto indiferentes devem chegar a um fim, porque tudo acaba; o que me fez questionar e temer toda essa conversa de eternidade, porque se tudo acaba, a eternidade também acabaria, se faz parte do todo. Medo disso.
Aceitei que nem tudo que eu quero posso ter, mas tenho que valorizar aquilo que tenho. Que apesar de ser boa em muita coisa e ter uma aparência que me favorece muito, isso não é suficiente pra ser amada, e que amor independe de vontade, depende de sintonia.
Que sintonia sexual independe de amor, mas faz parte.
Ser freira não é o melhor caminho.
Ser louca também não…
Manter relacionamentos inexistentes só por manter, acaba machucando todo mundo. Acreditar que um morto pode se levantar do caixão é lorota. Viver de aparência também.
Dinheiro não é tudo, mas garante boa parte de todas as suas necessidades. Antes de fazer o que tem vontade, faça aquilo que vai te dar suporte para chegar lá.
Não associar datas e lugares à pessoas, porque tem data que se repete e lugares que a gente acaba voltando; marcá-los com fatos que não trazem boas lembranças não é uma boa idéia.
Esperar que alguém faça por você exatamente o que você fez por ela numa situação anterior, é fracasso na certa. As pessoas são muito compreensivas sim, quando é o problema delas na reta; quando é o teu “eu não quero falar disso com você” funcionam melhor, dá menos dor de cabeça.
Aprendi a contar mais comigo, a ME contar os meus problemas e a ME propor coisas novas…
Planejar as coisas é bem legal, mas improvisar é mais emocionante. Só que viver de improvisação leva ninguém a lugar algum, então eu planejo sim, tudo que eu posso, e no resto me jogo.
Não tolero mentiras e isso não vou nem tentar mudar. Não tolero descaso, então não vou perder meu tempo se sentir, mesmo que de leve, o mínimo de desatenção.
Família é mais importante que amigo e namorado. Amigo é mais importante que namorado. Namorado não é mais importante que nada.
Vícios, mesmo vício em alguém, é tratável, e curável.
Verdade dói, mas é igual merthiolate das antigas; ajuda a sarar mais rápido.
Não tem problema algum ser menininha fofa e usar batom vermelho. A maldade e a perversidade está na cabeça das pessoas, e geralmete essas não são as melhores pessoas do mundo.
Manter distância segura das pessoas não é ruim não, só protege.
Duvidar delas também é uma maneira de proteção.
Se proteger é legal.

Acho que essa é a melhor, maior e mais importante lição que eu aprendi esse ano: me proteger.

Raiva

•12/02/2009 • Deixe um comentário

Faz passar, Senhor, faz passar, por favor!

Minhas mãos tremem, porque minha garganta está engasgada com um grito que não sai… Um grito de muita raiva, mas muita mesmo!!
É raiva por ter que dar as costas ao meu amor, raiva pelo descaso de pessoas que eu sempre cuidei, raiva pela doença da minha mãe, raiva pelos estudos inconclusivos, raiva, raiva raiva!!!!!!!!!
A minha vontade é dar o cano em todo mundo, sumir e mandar a m*rda toda vez que vierem questionar “o que há contigo?” (fazendo voz estridente nojenta e irritante)
Quer saber?
Acho que é melhor mesmo esquecer certas coisas, pra conseguir continuar vivendo.
Otherwise I’d go nuckin’ futs…

Felizes são os gatos, que se agradam do que tem e ignoram o resto com cara de ‘f*ck off’

Long Distance

•12/01/2009 • Deixe um comentário

Letra de ALL

Long distance last good-bye
Can’t give it one last try it’s all over, we didn’t even cry

All I know is that the world came between us and the love got left behind
No news flash, funeral, half-mast flags on the day that our love died
I’d tell you face to face if I could look you in the eye
So I just called to say good-bye

Did you burn my pictures yet?
Anything to try to forget it’s all over, it’s all I can do to stay on the line

All I know is that the world came between us and the love got left behind
No news flash, funeral, half-mast flags on the day that our love died
I’d tell you face to face if i could look you in the eye
So I just called to say good-bye

We both know how hard it is for both of us to try
We both know how hot it is in Texas in July
So what am I supposed to say?
How’s the weather anyway?
This time I called to say good-bye
Who’d have thought it would end like this? without even a good-bye kiss
No one could say we didn’t try

The years flew past, we tried to make it last but the love got left behind
No news flash, funeral, half-mast flags on the day that our love died
I’d tell you face to face if i could look you in the eye
So I just called to say good-bye

So I just called to say there’s nothing really left to say, so…
I just called to say good-bye

I am just skin and bones…

•11/29/2009 • Deixe um comentário

Não consigo imaginar a vida sem ela. Só de pensar em dias sem sua presença, me dói o coração, a garganta fecha, e um medo desesperador toma conta de mim!
Ninguém entende porque ninguém passou pelo que eu passei… A maioria das pessoas do meu convívio não tem a menor idéia do que é isso. O que por vezes me revolta, sabe?
Minha família é esquisita, e a única pessoa que compreenderia minha situação não está aberta ao diálogo; meu próprio irmão…
Tá tudo muito confuso, mil coisas acontecendo ao mesmo tempo e eu só queria que tudo parasse por um minuto, pra eu tentar entender, me situar, e buscar soluções dessas situações que eu não compreendo… ou não aceito.
Não vou aceitar porque seria DE MAIS pra mim aguentar… quase fui junto quando ele se foi… ela agora? No way!
Eu não estou pronta ainda, eu preciso dela, e apesar de precisar até o fim dos dias, hoje eu preciso muito mais!
É tão insuportável essa dor, é absurdamente cruel!
Agora que a nossa vida tá bonitinha, que nos recuperamos, não merecemos isso! Não merecemos!
Quero acreditar que vai dar tudo certo, quero muito! Mas esse medo maldito me cega as vezes!
Eu sei que Deus é justo e vai agir em nossa vida do jeito que tem que ser, eu confio ou quero confiar e quero que essa angústia acabe AGORA!
Parece que não tenho ninguém com quem conversar de verdade! Não quero escutar “vai ficar tudo bem” porque isso o cobrador do busão pode dizer, a faxineira do prédio pode dizer, até o mendigo da Joaquim Floriano pode dizer! Eu NECESSITO (muito mais do que quero) escutar algo substancial, que realmente vai me trazer consolo ou desconforto… Tô fora de conversa de busão.
Aí me resta você, querido blog, pra contar as coisas que minha boca não tem coragem de falar… pra desenhar o medo, afim de apagá-lo inteiro, pra dizer pra mim mesma que ele é fruto de experiências passadas… pra dizer ‘Talyta, você precisa de um terapeuta…’
Eu tenho medo de ir dormir, e não tê-la mais quando acordar.

Não ao porto

•11/17/2009 • 1 Comentário

Ajudem a salvar uma das poucas regiões não atingidas severamente pela ação destruidora da humanidade; neste link você encontra um abaixo assinado que tem a intenção de impedir a ampliação do porto de São Sebastião, e as informações básicas sobre a obra e seu impacto.

Preserve o meio ambiente. A hora é AGORA.

Walking free, in harmony

•11/16/2009 • Deixe um comentário

Livre, completamente livre…

Eu tava triste, tristinho!
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bobo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok…

Mas ontem eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju, ou do Alabama
Dizendo:Nêgo sinta-se feliz!
Porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!…
Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria…

Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria…

(Zeca Baleiro – Telegrama)

Brandon Boyd Interview to SFCritic Music Blog

•11/11/2009 • 6 Comentários

A entrevista na íntegra, em Inglês, você lê aqui

Os últimos quatro discos do Incubus tiveram hits no Top 5 da Billboard americana, mas aos trinta e três anos, o vocalista Brandon Boyd diz “o meu melhor trabalho ainda está por vir”. Este ano, Incubus lançou Monuments and Melodies, a primeira compilação de mais de uma década de hits, que também inclui faixas não lançadas. Depois do lançamento, em 2006, do Light Grenades, a banda entrou em hiato enquanto Boyd e o guitarrista Mike Einziger voltaram aos estudos. SFCritic teve a chance de conversar com Boyd sobre o que está por vir, amor, espiritualidade, e se rebelar contra tudo, e contra nada.

Como está sua saúde? Você estava doente no Outside Lands.
Obrigado por perguntar. Eu não fico doente com frequência, mas quando eu fico, parece que nunca fiquei doente antes. Este foi sinceramente um dos shows mais humilhantes de toda minha carreira. Eu sabia no camarim que eu não tinha voz, literalmente, pra cantar.

Você disse ao público que te foi aconselhado beber vinho pra cortar a doença, você recomendaria isso?
Não, não sempre. Eu não era um bom exemplo aquela tarde (risos). Minha recomendação é não ficar doente, especialmente com o sistema de saúde dos Estados Unidos.

Você assistiu Sicko (S.O.S. Saúde – 2007 – Michael Moore) recentemente? É por isso que está martelando nesta questão?
Não, é uma situação que me incomoda continuamente, e eu não sou tão entendido quando o assunto é política de tudo, mas eu sei que num ponto de vista muito humano que parece muito esquisito que as pessoas tenham que pagar para se manter saudáveis. Parece muito ruim para mim num nível espiritual.

Você pode falar um pouco da sua espiritualidade?
Eu nunca me considerei uma pessoa religiosa de maneira alguma. Eu tenho opiniões e pensamentos definidos das coisas. Eu me considero positivamente agnóstico, se é que você acredita nisso.

O que te levou a retomar os estudos?
Eu sentia que algo estava incompleto. Nós começamos essa banda quando tínhamos quinze anos, tocando em festas do colegial. Quando terminamos o ensino médio, não sabíamos se assinaríamos um contrato com gravadora, mas nós íamos tentar. Eu realmente gostava de estar na escola e estudar as coisas que eu queria estudar, em oposição àquele ‘dever social’ que é o ensino médio. Eu estava estudando arte, filosofia, e todas essas coisas legais, mas aí fomos contratados.
Quando essa oportunidade de dar um tempo da estrada apareceu ano passado, pareceu como o próximo passo lógico. Sério, quando percebi, eu estava tendo este sonho recorrente: Eu esou de volta à escola, mas não sei onde são minhas aulas, esqueci onde é meu armário e esqueci minhas calças. Eu achei que tinha algo alí – e eu precisava investigar.

Como foi estar na escola novamente e a atenção que você recebeu?
Foi muito suave, na verdade. Minhas aulas eram aulas de arte exclusivamente, e se alguém se importava, não demonstrou, o que é maravilhoso.

Você já trabalhou como fotógrafo, pintor, compositor, cantor; há ainda algo mais que você está considerando?
Me aprofuntar na música. Eu sou fascinado com a música enquanto forma de arte porque eu não a entendo completamente. Eu não leio música. Eu componho música, mas eu não sei compôr em linguagem musical. É algo que tem acontecido intuitivamente o tempo todo, quase como seguir um cheiro maravilhoso por um campo até a torta de maçã na janela, é assim que tem sido até agora. Eu sinto que ainda estou para esbarrar no meu melhor trabalho.

Retrocendo em sua carreira, você disse que ainda não atingiu seu ponto mais alto; onde você acha que está agora?
Pessoalmente, como artista eu sinto que estou numa encruzilhada agora, um ponto pivô. Provavelmente tem muito a ver com a minha idade. Eu estou com trinta e três anos. Eu tenho feito isso desde os quinze. Não sei dizer por que, mas tem uma sensação avassaladora no meu coração que o meu melhor trabalho está ainda por vir, porque eu não leio música. Como eu disse antes, continua sendo algo mágico, quase místico quando acontece. Eu não sei como os outros compõem, mas eu tenho vários jeitos. Os melhores simplesmente aparecem. Eles literalmente aparecem do nada. Então se as sensações que eu tenho combinadas com o jeito que eu componho são alguma indicação, então o meu melhor trabalho está próximo. Eu estou cheio de sensações maravilhosas recentemente.

É por que você tem uma história de amor positiva agora?
É. Pela primeira vez na minha vida existe uma pessoa que apoia imensamente o que eu faço, como eu faço e terrivelmente, terrivelmente compreensiva no que se diz ao processo. Muitas vezes no meu passado, o processo de composição pode me fazer parecer desinteressado. Eu acho que isso acontece com muitos compositores. Não é minha intenção mesmo.
Na maioria das vezes tem algo martelando na minha cabeça. Uma música em reparos ou uma melodia que não consigo tirar da mente. Então parece que estou ou desligado, ou não me importando ou não prestando atenção, quando não é nada disso – é o oposto. Muito disso acontece em lugares muito calmos, não-conversativos, quase em isolamento, o que dificulta o relacionamento, tenho certeza.

E esse ‘desligamento’ que você descreveu já acabou com algum relacionamento seu?
Ai Deus, sim. (risos) Provavelmente mais do que eu gostaria de admitir. Tem isso e tem também a distância que estar em turnê constantemente cria. Combinando esse aparente desinteresse com distância física não é a melhor equação para um bom relacionamento nem de longe.

Não é uma vida tão fácil quanto todos descrevem, eu sei.
Eu só estou explicando o lado menos glamuroso dela. O resto são arco-iris e raios de sol.

E unicórnios.
Exatamente.

Eu quero te levar em outra direção agora. Eu li uma entrevista que você deu à Sirona Knight e Michael Starwyn, que eu acredito ser do começo da sua carreira, na época do S.C.I.E.N.C.E. e do Fungus Amongous. Nessa entrevista, você fala de como entrou na música para se rebelar contra o sistema. Como um dos grupos-troféus da indústria da música hoje, você acha que ainda está se rebelando ou quer se rebelar?
Nosso desejo não era muito consicente. Eu não acho que sabíamos que queríamos nos rebelar contra o sistema, mas de certa forma sabiamos sim. Eu simplesmente soube desde muito cedo que eu não nasci para seguir o fluxo no que diz respeito à pressões e expectativas da sociedade. Eu sabia que tinha meu próprio plano. Neste sentido, eu já estava me rebelando contra o sistema.
Eu me encolhi com essa questão agora porque pra citar rebeldia contra o sistema virou algo tão comum, quase blasé. Então agora, se alguém quiser realmente ser um inconformista, ele tem que seguir o fluxo. Quando há tantos rebeldes no mundo, pra se rebelar você tem que ser aquele que veste o terno e a gravata. O que era contra-cultura agora é parte do mainstream, e se comoditizou tanto que por vezes é desanimador. Quando todo mundo parece roqueiro, quem é o rock star? Você pode comprar roupas de rock no shopping – não é muito rock mais.
Estamos agora num ponto onde o rock and roll enquanto ato de rebeldia está lutando pra se redefinir.

“Megalomaniac” foi direcionada à George Bush?
Originalmente, não – não era direcionada à George Bush. Haviam algumas figuras públicas em minha mente quando escrevi a letra dessa música. Pareceu direcionada ao Bush proque Floria Sigismondi fez o clip conosco. Suas imagens e mentalidade eram muito direcionados ao regime Bush. Nós estávamos de total acordo com ela. Eu senti que a letra dessa música era adaptável o suficiente que quase se tornou aquilo (sobre o regime Bush), que eu acho muito legal, quando uma música pode ver luzes diferentes e se mover.
É assim que arte vive. Com boa arte, ela continua se movendo e se mantendo viva, e vive renascimento quando é adaptável assim. Nós temos algumas músicas que são bem específicas sobre coisas específicas, e n visão de algumas pessoas, ‘Megalomaniac’ é uma delas. Na minha cabeça, ela pode se modificar. Então de certas maneiras, sim, é sobre o regime Bush, mas de outras quando eu a compus, isso não estava na minha mente.

Paper shoes in bad weather

•11/10/2009 • Deixe um comentário

You can’t fly,
You can’t soar
Your guilty conscience keeps you trapped on the ground floor
And it’s because you’ve done wrong, didn’t you?
You cry at night, starring at the ceiling
And it is as blank white as your narrow mind
You fooled yourself, more than anyone else
You’ve done more wrong to you than he ever did
How come he’s the one to blame for all of it?
His business is none of your business
His life and his lies are his to reflect
So why the shame and blame for HIM having no respect?

Take only what’s yours and deal with it
There’s no use in overthinking stuff that’s beyond your control
While sadly crying, lying on the floor
Get up, make a move
Start acting and living up to what you really are
Let no other use and manipulate your feelings
Start having some more self respect
This is the least one can expect